Nem lembro quando criei esta página, sei que fazem anos, mas lembro a intenção: substituir meu bom e velho amigo diário que me acompanhou da adolescência à fase adulta.
Precisei matá-lo.
Trazia consigo tantas dores já curadas que não deveria mais lembrá-las; trazia segredos que as cinzas levaram pois não eram só meus.
E por vezes, pensei na primeira postagem: o nascimento de meu filho Renato? É. Na verdade, sempre idealizamos o início com alegria, mas não é bem assim que somos impulsionados de fato. E há uma lógica: a felicidade a gente vive e vive, cansa e vive e comenta e lembra. Sempre.
Escrever para mim, sempre foi um escape. Minha terapia de solidão. Há anos não faço isso, também porque, há anos estou tão atarefada que até sentir dores só minha, ficou em segundo plano. Porém, hoje está difícil. E não há outra saída, senão aqui. (lagriminhas nos zói)
Aí... Procurando meu blog no baú do "um dia vou precisar", já sentir que o nome dele está perfeito e o título adequado ao momento, a este instante: Coisas minha.
Dá para parafrasear. "Talvez você nem queira ler". 🎵🎵
Na verdade, bem adequado a minha vida.
E percebo que há um conflito muito grande em mim, hoje. Mas o que posso fazer, em casa, mãe de três belos guris? Não há como ser mulherzinha e chorar quietinha como tantas vezes fiz. Apenas existir.
Coisas de doida.
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