"Eu te amo e quero viver para sempre ao seu lado.". Cilada número 1.
"Faço tudo para você ficar comigo.". Cilada número 2, e é melhor nem seguir adiante nas frases e suas análises.
Há algum tempo, venho observando casais por onde passo e onde estou -é um hábito meu observar, por isso ando muito a pé - e percebi que o bendito romantismo após o "casamento" - pode ser só morar junto- acaba com a convivência. Ou com a conveniência do "para sempre..."?
Vi outro dia um casal que, quando namorados, enchia-me de inveja dos cuidados, carinho, atenção... Passaram por mim, cumprimentamo-nos e percebi de cara o lado a lado, nem mais mãos dadas e até uma certa distância um do outro. A bendita cilada 1.
Hoje, sai com os pequenos para almoçar e observava um pai sozinho com sua filha, um novo casal salada mista (meus filhos, teus filhos...) e eis que chega uma família "padrão" e o pai na frente, a mãe e o filho atrás... Nenhum sorriso. Estão juntos. Cilada 2.
O que nos falta para mudar isso? Que arma é necessária para acabar com os costumes ruins? Por quê há mais alegria em rodas de amigos (as) do que no cotidiano de quem escolheu estar junto? E até gerou mais bons companheiros nesta viagem.
O lado a lado não precisa ser para sempre. Bem que de vez em quando, poderíamos está frente a frente e ouvir, falar, ser bobo, mas não perder o encanto do olhar. Se escolhemos ficar juntos, vamos viver, VIVER juntos e perceber, sentir, aprender um com o outro.
Às vezes, observo casais amigos em bons diálogos, aparentemente sintonizados e na primeira discussão em minha presença, meu sorriso é imediato. Sorriso de coração, de compreender que o bendito para sempre, mesmo 'enquanto dure' não precisa ser perfeito e se disser que é, já deve ser monótono (venenosa!). Mas a diferença deve ser compreendida, as discussões direcionem a um entendimento ou exercício de desculpas, perdão, compreensão.
(Escrito em 2018, mas ainda vale)
Coisas minhas
Minha terapia de solidão sem ser só. Para compartilhar o que nem sempre posso ou devo dizer, a quem pode ou não está nem aí para saber. Coisas de doida Ah, mas posso postar coisas minhas também.
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
sexta-feira, 16 de junho de 2017
Estranha primeira postagem
Nem lembro quando criei esta página, sei que fazem anos, mas lembro a intenção: substituir meu bom e velho amigo diário que me acompanhou da adolescência à fase adulta.
Precisei matá-lo.
Trazia consigo tantas dores já curadas que não deveria mais lembrá-las; trazia segredos que as cinzas levaram pois não eram só meus.
E por vezes, pensei na primeira postagem: o nascimento de meu filho Renato? É. Na verdade, sempre idealizamos o início com alegria, mas não é bem assim que somos impulsionados de fato. E há uma lógica: a felicidade a gente vive e vive, cansa e vive e comenta e lembra. Sempre.
Escrever para mim, sempre foi um escape. Minha terapia de solidão. Há anos não faço isso, também porque, há anos estou tão atarefada que até sentir dores só minha, ficou em segundo plano. Porém, hoje está difícil. E não há outra saída, senão aqui. (lagriminhas nos zói)
Aí... Procurando meu blog no baú do "um dia vou precisar", já sentir que o nome dele está perfeito e o título adequado ao momento, a este instante: Coisas minha.
Dá para parafrasear. "Talvez você nem queira ler". 🎵🎵
Na verdade, bem adequado a minha vida.
E percebo que há um conflito muito grande em mim, hoje. Mas o que posso fazer, em casa, mãe de três belos guris? Não há como ser mulherzinha e chorar quietinha como tantas vezes fiz. Apenas existir.
Coisas de doida.
Assinar:
Postagens (Atom)